Que tal uma Panqueca

Falando em comida, há sempre inúmeras histórias a respeito de sua origem e data (cada um puxando a brasa para sua sardinha) e, para não ser uma exceção à regra, o mesmo acontece com a panqueca.

De onde veio afinal, aí sim chega que há controvérsia, porém, escolha a sua versão para chamar de verdadeira, mas sem dúvida: a receita é muito antiga!   A mais difundida das versões nos leva a querer que as panquecas surgiram há mais de nove mil anos.

Nesta versão a primeira panqueca originou-se quando uma mulher derramou, acidentalmente, um pouco do mingau no fogão e percebeu que a mistura cozinhava rapidamente, manuseava-se com muita facilidade e o sabor era muito agradável. Originalmente, eram assadas em pedra quente, e mais tarde passaram a ser preparadas em chapa redonda de ferro sobre o fogo.

Há indícios de que suas raízes estejam no pão indiano chapati e nas panquecas chinesas. Mas os primeiros registros de panquecas foram feitos no século I, pelo gastrônomo romano Apicius, autor do receituário De re coquinaria. Já naquela época foi descoberto que as panquecas tinham invariavelmente uma mistura de leite, água, ovos e um pouco de farinha. Entretanto, os italianos defendem que a especialidade nasceu na Itália quatro séculos mais tarde. (isso não poderia deixar de ser, rsrs)

“certidão de nascimento” à parte, comer panquecas foi uma cultura que se popularizou rapidamente por toda a Europa. Em torno da deliciosa descoberta forram sendo criados inúmeros festivais de culinária. A partir da década de 20, as panquecas passaram a ser um prato comum em várias partes do mundo, sempre com seus recheios agradando “gregos e troianos” eram eles doces ou salgadas, mas ao que tudo indica a grande virada “panquequeira”(com licença poética), foi com o domínio cultural dos Estados Unidos sobre todo o ocidente. Os americanos desenvolveram o hábito de comer panquecas doces no café da manhã. Alguns erroneamente ainda pensam em nossos dias, que a panqueca é um prato norte-americano, por conta da importância deste alimento em terras Norte Americanas..

Mesmo com uma origem muito antiga, reivindicada por diferentes países, as panquecas estão sempre em alta graças à capacidade de se renovar, incorporando novos ingredientes. Vamos para o nosso maravilhoso Nordeste e elas serão feitas de tapioca. Experimente.

A panqueca pelo mundo

Na França chamam-na de crepe, (e que significa “crespo”), pela forma que adquire depois de frita, a massa é mais fina,. O crepe é consumido por lá com algum recheio doce ou salgado, ou mesmo doce e salgado.

Nos Estados Unidos muda de nome: pancake que significa “bolo de frigideira” (pan = frigideira e cake = bolo) de massa muito mais grossa que o crepe, é consumido no café da manhã, coberto com mel ou molho de chocolate.

Na Alemanha as panquecas são chamadas de kartoffelpuffer e acompanhadas de geléia de maçã (apfelmus) e, o maior detalhe: em vez de leite, ovos e farinha, são feitas a partir de batatas.

Na maioria dos países das Américas do Sul e Central, as panquecas são salgadas, enroladas e servidas com recheio de frango, carne ou atum e serve normalmente como um almoço ou jantar, ela recebe alguns outros tipos de recheio sem esquecer (o sobremesa), ou seja, doce.

No Brasil a panqueca se reinventou, ganhou inúmeras opções de recheio, molhos e no caso das doces até caldas e sorvetes! Por aqui a panqueca ganhou um toque especial e, hoje em dia, você não encontra nenhuma panqueca parecida com a nossa em algum lugar do mundo. Pois é passe na Minas Gerais e coma a panqueca Romeu e Julieta, brincadeiras à parte nem sei se não é invenção de algum criativo Mineiro (a).

Não há quem resista às delícias de nossas panquecas!